Olá. Cá estou, digitando com apenas uma mão, estas palavras.
Eu estou segurando - pessoas que me conhecem, pasmem: - o meu novo vício, o chimarrão, com a mão direita, e digitando com a mão esquerda. Tá. Quase derrubei erva, água, etc. em cima do laptop. Vou parar com isso.
Por falar em fazer coisas com uma mão só, hoje uma moça dizia que uma vez tentou aprender a escrever com a mão esquerda. Atravessadíssimo que sou, já fui perguntando o porquê. Seria por receio de, sei lá, alguém decepar a mão direita dela com um machado? As estatísticas informam que isso acontece com pelo menos 0,0000000000002 pessoa por dia no Brasil... É algo amedrontador, não é mesmo?!
Mas, falando sério, eu aviso: não queiram escrever com a mão esquerda. Eu sou canhoto, e a mão borra a tinta, pois segue a ponta da caneta. A mão direita, ao contrário, é seguida pela ponta da caneta, então não borra nada.
Falei, falei bobagem naquele instante e agora não lembro do motivo pelo qual a moça quis aprender a escrever com a canhota. Mas os resultados não foram lá muito satisfatórios: por começar a mecanizar a mão esquerda para a escrita, a direita foi atrofiando, e hoje em dia sua caligrafia é bem pior do que nos tempos de colégio...
Alguém perguntou: "tá, mas tu sabes escrever com a esquerda ainda?" Resposta: "não, eu esqueci".
BOM, NÉ?
P.S.: Vinícius, o Winamp começou a tocar Hileia. Hileia, que com essa reforma nova não deve ter mais acento.
"O que é de interesse coletivo de todos nem sempre interessa a ninguém individualmente." (Autor desconhecido. Ou não.)
Quarta-feira, 1 de Julho de 2009
Sem título.
Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
"C'US BÉHHH!"
- Mas é claro que o tal do Marcus James tinha que morrer, Dona Fulana!
- Ora, mas como assim?
- Óbvio! Quem mandou ficar trocando seu sangue por sangue de cavalo pra embranquecer?? Deu no que deu!
(Sério. Isso foi dito de maneira séria, intencional e real de verdade. Eu juro. Juro pelos meus filhos que não nasceram e nem sei se vão nascer.)
Utopias Gordonas
Ontem à noite eu disse pra patroa:
- Vou pedir um Lilian's!
"O Lilian's" é um megaxisfilé do Lilian's Lanches. O pão não é lá muito grande. O diferencial é que eles ATOLAM filé no lanche até não poder mais. É uma TORRE de iscas de filé. Tem gente que não dá conta desse xis, como a minha patroa. Na última vez que pedimos esse xis ela ficava reclamando "que monte de filé" - RECLAMANDO PORQUE HAVIA UM MONTE DE FILÉ. DE FILÉ! Ela, portanto, não curte muito o Lilian's.
Então o gordo disse pra patroa:
- Vou pedir um Lilian's!
E a patroa disse:
- Para de comer! Tu já comeu um monte desde sábado! Não tá empanturrado ainda?
- E o que tu vais comer? - perguntei.
- Ah, eu vou lá fazer uma TORRADINHA...
TUDO o que ela faz na cozinha é "inho" ou "inha". Ela não gosta muito de cozinhar, e quando vai àquele ambiente inóspito ela vai só pra fazer algo "inho" que encha a pequena barriga dela - apesar de ela comer bastante pra uma mulher magra. Não precisa ter muito gosto; é só ser algo "inho" e que seja nutritivinho, levinho, bonzinho, maisoumenozinho.
Ela desceu e foi fazer sua torradINHA. Eu fiquei esperando ela desocupar a cozinha. Quando ela voltou ao quarto, eu desci.
Peguei uma panela - porque frigideira faz muita sujeira no fogão -, coloquei duas tripas de bacon a fritar. Quando o bacon estava doirado, abri um ovo por cima. Quando o ovo estava quase pronto, suspendi o ovo e o bacon e embaixo deles coloquei presunto. Por cima de tudo, duas maravilhosas fatias de queijo cheddar.
Separei uma fatia de pão de sanduíche em um prato ao lado do fogão. Quando o queijo derreteu, coloquei aquelas delícias fritas em cima do pão. Então veio a parte LIGHT da coisa: cortei rodelas de pimentão e tomate, e peguei algumas folhas de rúcula - não sei o que está acontecendo comigo... Estou gostando de rúcula! Devo estar aviadando. Fiz um segundo andar com pão, por cima das delícias fritas, e coloquei os "lights". Tapei tudo com outra fatia de pão e COLOQUEI O SANDUICHÃO PRA FRITAR, COM MANTEIGA... Depois, com o pão tostado, coloquei maionese no andar de cima.
Ah, a felicidade.
Hoje acordei com diarreia. Pela manhã, caguei três vezes.
Quarta-feira, 24 de Junho de 2009
Paródias Nefastas da Inglaterra Feudal
Advinha Lord Johnston The Third, mais conhecido nas quebradas de Williamsburgstonstonthon como John Vermelho, o Quarto, porém mais lembrado nas plagas irlandesas como Little Jamesy James Jameson Junior, o Bardo Impotente de um Testículo só, famoso na Nova Zelândia por seus feitos anababescos enquanto Presidente da Associação dos Jogadores Anônimos de Xadrez Sanguinolento, vil impalador de filhotes de gambás que roubavam as alfaces de sua horta, editor-chefe da Gazeta Mercantil de Höln, na Noruega, montando seu alazão Herbert Hubertinus Hordstarwarsworcestershire, cavalo descendente das linhagens cavalísticas das Malvinas do Norte, filho de Wolververtius Hubertinus Hordstarwarsworcestershire, o Corcel Garanhão da Moldávia, e da égua Mactinia McMannnicia Hordstarwarsworcestershire, campeã de salto oblíquo da Mauritânia, quando avistou sua criada-muda, Nirce Mary Thames, ex-prostituta-ninja, escolada nas ruas ardentes da Tóquio medieval, expert desdentada da arte da felação e tão boa quanto na arte de cozinhar um tutu de feijão com brócolis, autora do melhor sushi-croquete de Sucrilhos Chocolate com granola e ovo cru que seu patrão já comeu, benfeitora das redondezas, ladra nas horas vagas, amante voraz de muitos, assessora jurídica de alguns, "cover estilizada" da Tina Turner, como gosta de dizer, nas noites de chuva. Lord Bardo Impotente de um Testículo só bradou para sua quase escrava:
- NIRCE! Meu banjolim!
- Mestre, mestre...
- NIRCE! MEU BANJOLIM!
- Mestre... meeeestre...
- NIRCE! BANJOLIM!
- Mestre... o banjolim...
- SIM?
- O banjolim...
- SIIIM?
(Este texto não há de continuar por falta de CÉREBRO do autor. Acabei por aqui. É loucura demais pra um dia só.)
Tá, menos tosco. Ou quem sabe não? Sim?
Estou meio desgostoso com o talco que tenho usado para evitar o chulé que se forma nos sapatos. No inverno é horrível, passamos com os pés encerrados em calçados o tempo inteiro, então o chulé impera. Os pés suam demais e o chulé os domina. No meu caso, claro, porque eu sou fedorento.
Hmm. Passamos com os pés encerrados no inverno, MENOS a moça que faz a limpeza lá no trabalho. Acho que o pai dela, que ela não conheceu, era RÉPTIL e ela herdou os pés do pai, pois, não importa quanto frio esteja fazendo, ela está sempre usando Havaianas. Sempre. SEMPRE. Os dedos dela não necrosam, não mudam de cor... Não congelam.
Os meus congelam, então eu uso sapatos o dia inteiro. Então os meus pés suam. Então o chulé vem.
Mas o meu chulé é tão poderoso - assim como os mosquitos de hoje em dia, que não morrem mais com o inverno, mas isso é assunto pra outro post - que nem o "talquinho de tirar cheiro ruim" adianta. Acho, até, que piora: quando eu tiro os sapatos no fim do dia, sobe aquele misto de chulé+talquinho de tirar cheiro ruim.
Não é fácil ser fedorento. Não sei como a minha mulher me atura.
Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
Meio Tosco
(Eu avisei.)
Outro dia eu saí do banho com um pentelho na boca. Tava na frente do computador e fazia PFFFT, PFFFT, PFFFFT e o maldito não saía.
Me irritei, peguei o dito e fiquei olhando. Pensei "é. É meu, só só pode ser meu, não cheguei perto da patroa hoje e, pelo o que eu lembro, não ficou nada dela em mim" - e vice-versa? Sei lá.
Então coloquei-me-me a matutar: só pode ter sido da toalha. Sequei o saco antes de secar a cara. E isso é meio ruim. Acho que vou começar a pensar em uma rotina de secagem. Primeiro a cara, depois os sovacos, depois o saco, o rabo...
...tá, mas e se eu secar o rabo por último, depois do próximo banho eu vou secar a cara e não vai ser legal.
Porque, putzgrila, o cheiro de saco e rabo é INSTANTÂNEO. Eu me lavo, pessoal. Eu me lavo. Lavo mesmo. Lavo bem. E não adianta. É instantâneo. Eu coloco o pé pra fora do box, sequinho e cheiroso, e O FEDOR DE SACO E RABO APARECE COMO MÁGICA. Pááá. Já tô fedendo.
E a toalha fede junto também, claro. Pobrezinha.
E a patroa não consegue entender por que a minha toalha fede. Ela acha que eu não me lavo direito, que eu só fico à volta da água imitando o Bruce Dickinson. Não é verdade: eu canto, sim, Iron Maiden no chuveiro, MAS EU ME LAVO, pô.
Mas não adianta.
Acho que não tem solução.
Mandei o relato acima para uma lista de discussão e recebi a seguinte - E HILÁRIA - resposta:
Raspa tudo que o pinto cresce. É tipo uma ilusão de ótica fantásdiga.
Ou saltite pelado por 15 minutos até secar-se por completo.
Pode usar protex também porque bunda com cheiro de bunda quando acaba de sair do banho pode ser bacterias invisiveis do tipo Odordiku Sudorforévis.
Eu particularmente começo de cima e termino embaixo. Seco cabeça, braços, pança, pingulim, cu, pernas e pés. Não levanto os pés pois ao abaixar pra secá-los já arejo o fiofó.
Aí importante mesmo é estender a toalha aberta fora do banheiro pra que ela seque sem toda aquela umidade. Ela não fica fedendo a pano de prato.
Uma outra coisa importante é você verificar se a patroa nao anda usando sua toalha, né? Vai saber.
Sábado, 13 de Junho de 2009
Velho? Só se for pra ti.
Outro dia eu marquei: fiquei meia hora na "fila rápida" do Big. Meia hora, certinho. A fila dava voltas no setor dos eletrônicos, passava pelos livros (descobri, na fila, que há vários livros escritos por espíritos de gente morta que já morreu, vejam só!), pelos cobertores em oferta, fraldas de criança, Chocookies...
Taí. Chocookies da Nabisco. Pode ser informação velha pra ti, mas eu não conhecia. Estava eu parado na fila e um cara tava repondo o estoque da prateleira do Chocookies. Barbaridade. Que treco bom. É uma maldição: um pacotinho vai muito, muito rápido pra pança do gordo.
Uma vez parado na fila, o cara não tem muito a fazer além de comer Chocookies, pensar em bobagem e prestar atenção nas pessoas que estão à volta. Na minha frente na fila estava uma moça. Ao lado dela parou uma senhora, com mais ou menos seus 70 anos de idade, acompanhada da filha. A filha procurava uma fila melhor (como se fosse conseguir encontrar tal coisa no MALDITO Big de Pelotas) para entrar com o carrinho, enquanto a mãe pensava em voz alta:
- Será que esta é a única fila do supermercado?
Putzgrila. Mas teve coisa pior. Muitos idosos não vão para a chamada FILA DOS IDOSOS. Repetindo: FILA DOS IDOSOS. Repetindo: FI-LA DOS I-D-O-S-O-SSSSSSSSS. IDOSOS. Não vão. Ficam entupindo as outras filas também. Naquela fila "rápida" maldita de quarta-feira passada havia muitos idosos. A idosa citada anteriormente ponderava sobre a existência de outra fila no supermercado inteiro, quando a moça que estava na minha frente falou:
- Minha senhora, o supermercado tem fila para idosos... - a velhinha ficou impressionadíssima com a notícia e gritou para a filha:
- FULANA, TÃO DIZENDO QUE TEM FILA PARA IDOSOS! - e saíram correndo à procura de tal milagrosa fila.
Se eu já tivesse os meus 60 anos eu certamente usaria a fila dos véio. Pra isso, só faltam 29 anos. Não é muito tempo, diga-se de passagem. Daqui a pouco eu estarei usando e abusando dos meus direitos de véio, tais como:
- Hein? Não pode atravessar a rua aqui? Não quero saber! Parem os carros! Vou atravessar!!!
- Como assim, não posso tirar fotos com flash da Mona Lisa? Vou tirar, sim! Eu sou velho!
- Não pode mijar aqui, meu filho? Mas o banheiro é muito longe! Vou mijar! Tá, não pode mesmo? Então vou mijar na calça mesmo! Foda-se! Sou velho!
Quarta-feira, 3 de Junho de 2009
O Chocolate Flamejante
Hoje estava eu dando umas dicas sobre a sensacional cidade de Gramado, na Serra Gaúcha, para uma colega que veio de São Paulo. Era antes do almoço, e eu comecei a babar só de falar pra ela sobre os restaurantes de lá, os cafés coloniais, o chocolate quente da Velha Bruxa...
Esse é o assunto, portanto: o chocolate quente do café da Velha Bruxa, que fica quase na frente do cinema (sim, aquele cinema, o do Festival de Cinema de Gramado). Certa vez estávamos a patroa e eu Gramado, um frio de acabar com qualquer um na rua, e resolvemos entrar na Velha Bruxa. Acho que fazia -1 grau naquele momento. Entramos no café e o clima mudou.
Tava QUENTE lá dentro. Mas, mesmo assim, queríamos nos aquecer ainda mais. A patroa pediu um chocolate quente. Eu queria algo mais... hã... substancioso (essa palavra existe? Não vou procurar). Olhei no cardápio:
"Chocolate quente - R$ 4,00
Chocolate quente com rum - R$ 12,00"
"Putz, é esse que eu quero", pensei. Mas, pô, 12 reais? Será que o rum deixava a bebida tão cara assim? Ah, não interessa, pedi.
O chocolate dela veio rápido. Uma singela caneca de chocolate quente, com merengue por cima. O meu demorava. Perguntei à garçonete qual era o porquê da demora, e ela informou que "não, o seu é mais elaborado, senhor...".
Pois bem. Pus-me (hein?) a esperar a vinda de tão elaborada e substanciosa (essa palavra existe? Sei lá) bebida.
Então, minutos depois, veio a garçonete, em direção à nossa mesa, trazendo uma bandeja com três potes (acho que era isso): um com merengue, outro com gemada, mais um com o chocolate quente... e UMA CANECA PEGANDO FOGO.
Olhei pra dentro da caneca e lá estava o rum, ocupando metade do recipiente, FLAMBADO, pegando fogo. Olhei pra garçonete, meio que dizendo "puta que pariu, me ajuda, eu não sei ENGOLIR FOGO!"... Ela me deu as instruções para beber aquilo: "o senhor apaga o rum com o chocolate, e aí mistura o merengue e a gemada!"
Beleza. Derramei o chocolate no rum, apaguei o fogo, misturei a gemada, o merengue, peguei a caneca, levei à boca e...
TCHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!! (Para quem não entendeu a onomatopeia: barulho de carne FRITANDO em uma chapa quente) A CANECA FRITOU O MEU BEIÇO.
CLARO, PORRA, A CANECA VEIO PEGANDO FOGO!
Vou querer o quê, cacete?!?!?
Resumo: fiquei BEM aquecido.
Segunda-feira, 1 de Junho de 2009
Tabletes de Prazer
Saiu do colégio pensando em uma barra de chocolate.
Dobrou a esquina salivando por chocolate.
Pegou o ônibus, sentou e pôs-se a pensar em todos os chocolates que porventura ainda não havia comido.
Antes de sentar-se, o cobrador perguntou "você tem dois reais?" e ele respondeu "não tem problema, pode ser chocolate branco mesmo...".
Desceu do ônibus desejando que suas mãos fossem de chocolate.
Pensou que nem precisava ser uma mão cheia; só o mindinho de chocolate já dava pro gasto.
Entrou em casa e chamou pela mãe: "chocol...MÃÃÃE!".
Dirigiu-se à cozinha lembrando daquele ovo de chocolate que sua avó comprou na Páscoa de 1985, aquela que foi eleita por ele "a melhor páscoa de todas", porque tinha muito, muito chocolate.
Abriu todas as gavetas da despensa. Nada de chocolate. Abriu as gavetas de todos os armários da cozinha. Nada.
Abriu a porta da geladeira. Na terceira prateleira estava um pires com um tablete de uma substância branca.
"CHOCOLATE BRANCO!!", gritou.
Mordeu a barra branca.
Era banha de porco.
Vaipa...

Fazia tempo que eu não via essa tirinha. Tá salva aqui no meu computador e hoje eu a encontrei novamente. Claro que me matei de rir como se fosse a primeira vez que a vi.