E o André não queria que seu filho nacesse. A Jandira já tava no nono mês de gravidez, o guri pronto pra sair, e o André não queria que aquilo acontecesse.
Porque ele nunca havia sido tão feliz. O tempo em que a Jandira esteve grávida foi o melhor de sua vida.
Ir ao Carrefour era um paraíso. O André deu, por nove meses, adeus àquelas filas malditas do Carrefour. Ria dos infelizes que não puderam e/ou não quiseram engravidar suas consortes. Pobres mortais, nas filas comuns, com suas caras de idiotas, esperando por um lugar ao Sol.
E com aquele guri no bucho da Jandira o André conseguiu seu lugar ao Sol. Até quando ela não estava junto, o André fazia questão de dizer que sua mulher estava grávida.
- Mas como tu não vais deixar eu ficar aqui?? Eu sei, não sou idoso, não sou deficiente, mas minha mulher tá grávida, entendeste?? Grávida!!
- Mas, senhor...
- GRÁVIDA! Meu filho pode nascer a qualquer momento! Tô te dizendo! Deixa eu passar! Sai! Sai da frente, velha!!!
E aquele guri estava pra nascer. O André mal podia esperar pra fazer outro filho, ou, como ele gostava de chamar, "passaporte para o paraíso".
7 comentários:
O André não era muito esperto.
Eçle esqueceu que portar criança de colo também é um passaporte para o paraíso com passagem pela insônia e fêrias no mar de fraldas cagadas.
E mijadas.
HAHAHAHAHA. Tu é foda! No terceiro parágrafo tive que rir.
Quando o André descobrir quanto vai passar a gastar em fraldas por mês vai pensar duas vezes antes de ter o segundo filho.
Abraço.
mas ficou muito afudê hahahaeiriuarheiuarhearehareuihare
Rapaz.
Romance é muito brega. Tão brega que entra na categoria que a vanguarda adoooooooooooura, chamada kitsch.
Incrível, não?
Beijo
"romance", do nei lisboa?
largou o blog, tchê?
ou vai me dizer que tu anda fazendo serão? haehuiae
Bah, pior que larguei mesmo. É imperdoável!
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