segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Paraíso Astral

É. Foi o que uma amiga falou ontem. Tô passando por um.

Será? Eu, que não acredito nesse tipo de coisa - e nem em outro MONTE de "tipos de coisas" -, nunca tinha pensado na existência de um paraíso astral. Sempre vi as pessoas dizendo que estavam vivendo infernos astrais, mas nunca tinha visto alguém fazer referência ao paraíso astral.

Claro, né? Porque se há um inferno astral certamente (mais conhecido atualmente como CONCERTEZA) há um paraíso.

Ou não.

Ou sim.

Enfim, acho que tô nele. Acho que ela tem razão.

Não, este post não tem nada além disso. Só pra dizer que, se eu acreditasse nesse tipo de coisa, eu encontrar-me-ia nele.

Ou, de repente, eu estou nele mesmo sem acreditar.

Tá, tá. Sei lá. Mas que as coisas estão dando certo, estão.

Enfim.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

- Amor, acho que você poderia fingir que é mau.
- Hmm. Será?
- Isso, finge de mau.
- Tá. Mau. Eu sou muito mau.
- Ai, que mauzão você é.
- Sou mesmo. Cuidado comigo, viu?
- Ai, mauzão. Vem, me maltrata! Me bate! ME BATE!
- Hein? Peraí.
- ME BATE, PORRA! AQUI! AQUI, NA CARA!
- Nah, nah. Aí, não. Chega.
- Como?
- Broxei, Débora. Puta merda.
- Ué. Malvados batem.
- Não, eu não vou conseguir fazer isso.
- Tá, então me pega assim, ó.
- Hã...? Como? UMA FACA?
- Vem por trás e me ameaça com a faca!
- Não, Débora. Que que é isso...? Isso, não.
- Ok, me chama de gorda, então. Dói menos.
- Não vou chamar.
- Me chama de vadia!
- Não.
- De safada?
- Não!
- Morde minha orelha?
- Vai doer. Não vou fazer.
- Pede vinte reais emprestados e não me paga! Sei lá!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sushi

Por favor, explica para mim: qual é a razão da existência de SALMÃO em uma churrascaria?

Por que existe SUSHI no buffet de uma churrascaria?

É para simplesmente aumentar o preço do rodízio? É isso? Pra mim, só pode ser.

Sério, sério. Vamos falar sério. Tu, que estás lendo isto aqui: tu comes salmão em uma churrascaria? Tu curtes um wasabi em uma churrascaria? Que legal. Então vá comer noutro lugar. Vá procurar seu sushiman de confiança. Fique longe das picanhas e das costelas.

Porque se eu quisesse sushi eu iria a uma SUSHIZARIA, pô!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Título.

Hm. Tô lotando este blog com histórias etílicas. Desculpe pela falta de originalidade, mas é que eu bebo. E meus amigos também. Prometo parar de beber para ter outros assuntos, ok?

Semana passada, festa da formatura de um amigo, dei carona de volta para casa a outro amigo. Isso foi na madrugada do domingo. À tarde eu e os outros recebemos este e-mail:

"Caras, não sei se vocês perceberam (ha, ha), mas eu tava bebaço ontem. E não me lembro de nada MESMO. São 16:19, e eu ainda to tonto bragarai.

Então minha pergunta é:

Eu vomitei lá no bagulho? Eu vomitei no teu carro, Leandro? A gente parou pra eu vomitar no mato? Porque eu só me lembro de vomitar em casa, mas minha roupa já tava fedendo a vômito e eu não me lembro de ter feito isso antes...

Enfim, se eu vomitei no teu carro, Leandro, mal aê.

E se eu vomitei no meio da festa, e respingou no pessoal, mal aê.

E se eu não vomitei antes, e o meu cheiro natural é esse, que legal."

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(Olha só, esta história não envolve álcool. Que orgulho!) Ontem à noite, durante a janta, eu perguntei:

- Alguém quer ir trabalhar no meu lugar? Tô de saco cheio de trabalhar.

Então minha cunhada me disse:

- Teu irmão e eu estamos desempregados.

Pronto. Não precisou dizer mais nada. Eu fui trabalhar, e com gosto.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Hoje/ontem (porque começou ontem e agora já é hoje, são quase 3 da matina e eu ainda não dormi) eu fiz o contrário: primeiro joguei futebol e depois bebi/comi churrasco. Esta vida está ruim demais. Tô passando muito mal. Sair da quadra, depois de finalmente marcar três gols e pedir a música no Fantástico, e chegar perto da churrasqueira com várias guloseimas gordonas prontas sem nenhum esforço é sensacional.

Sábado passado eu, como de costume, contava minhas famosas histórias para o pessoal do churrasco. Estava eu em uma festa, em estado etílico avançado (sim, claro!), conversando com uma moça. O papo havia parado no assunto “música”. Ela falava:

- ...eu não sei, eu não tenho um estilo preferido de música, não. Eu sou bem eclética...
- RÁ! – gritei – Isso é bobagem! – com o dedo em riste.
- Bobagem...?
- Bobagem! Besteira! Isso não existe! Eu já te disse que "quem sabe um pouco de tudo não sabe merda nenhuma"? Isso também acontece em relação à música! Essa coisa de eclético não existe! Ou a pessoa gosta de certo estilo musical, ou não gosta de música! Portanto, vou te dizer: tu não gostas de música!

Dias depois fiquei sabendo que a moça em comento tocava violino, um dos instrumentos mais difíceis de serem tocados. Devia gostar, e muito, de música.

Em outra oportunidade, comecei um papo com uma menina – o meu maior problema sempre foi começar o papo. Jamais consegui inventar algo para dizer a uma mulher que eu nunca vi antes na minha vida. Vou dizer o quê? Falar sobre o tempo? Conversas sobre o tempo sempre são boas para quebrar o gelo:

- Hããã... Oi!
- Oi.
- Tudo bem?
- Tudo.
- E esse tempinho horroroso, hein? É inverno! Inverno, veja só. Na quarta-feira, fez trinta graus. Eu disse trinta graus, no inverno. Ontem foi um pouco menos quente, fez vinte graus. Hoje já tá frio, né? Tá fazendo dez. Vi, na previsão do tempo pro fim de semana, que em certos pontos do Estado vai fazer zero grau. Tu acreditas nisso? Tô chegando a um estágio avançado de pasteurização! Quente, frio, quente, frio. Se meu corpo fabricasse leite, eu ficaria rico! Se eu fosse mulher, hein? Imagina só, que grana!

Não... Melhor nem dizer nada.

Felizmente, eu já havia começado o papo com a menina sem precisar inventar lorotas sobre o clima e a pasteurização do ser. A moça era pedagoga, e, quando fiquei sabendo de sua profissão, resolvi comentar sobre alguns professores de minha faculdade.

- Eu tenho professores que são inteligentíssimos, verdadeiras enciclopédias, mas eles não sabem repassar esse conhecimento pros alunos!
- É verdade, eles não têm didática.
- Isso mesmo! E eu acho que isso a gente não aprende. A gente nasce com ou sem didática.
- Não é verdade. Isso a gente aprende, sim! – ela falou, rindo.
- Não. Não aprende. Nem vem. A gente não aprende didática – bati o pé.
- Olha... Aprende, tô te falando.
- Não aprende, não aprende! É batata: tem gente que não tem didática e ponto final! – o dedo em riste, novamente.

Minutos depois eu soube que a moça dava aulas de DIDÁTICA na faculdade. Essa minha empáfia é culpa da cerveja, claro. Ahã.

A história foi contada, e um dos amigos, que está namorando uma moça há pouco tempo, somou dois mais dois e chegou à conclusão de que a citada menina É A NAMORADA DELE.

- É a minha namorada! Só pode! Amiga da Fulana? Professora de Didática? Só pode ser a minha namorada! Tu pegaste a minha namorada!

Pô, e pior que eu nem peguei. Mas ganhei a fama. Que merda.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Planejando

A pessoa que não tem planos em sua vida não tem uma... vida. A vida é feita de planos. Os planos nos colocam no futuro. Nos dão razão para continuarmos vivos. Sem os planos, sem essa "construção do futuro", o que seríamos? Simples fiscais da natureza, meros espectadores, seres levados pela inércia das coisas.

Hmm, outro post sério, pequeno gafanhoto? Claro que sim. O assunto é seríssimo.

Amanhã planejo estar com outros onze ébrios em um evento inolvidável. Seremos levados por uma van até a chácara do pai de um dos ébrios para jogar futebol, beber cerveja e fazer churrasco. Não necessariamente nesta ordem. Não, peraí. Haverá ordem. Aí eu destaco a importância dos PLANOS. Está tudo planejado. O itinerário é o seguinte:

1) Chegar.

Pois é. Chegar é importantíssimo. Eu explico. A turma da faculdade de dois amigos meus estava elegendo os funcionários homenageados de sua formatura. Um dos amigos, além de formando, era funcionário da faculdade, e queria unir o "útero ao agradável": ser formando e ser funcionário homenageado. Todos riram, e perguntaram por que ele deveria receber tal homenagem. "O que tu fazes aqui, que é tão importante, pra seres homenageado???" Ele respondeu "várias coisas!! PRIMEIRO, EU CHEGO"...

Incrível. Ele CHEGAVA. Ia ao trabalho e chegava lá. Pensando bem, um funcionário que NÃO CHEGA não deve ser muito bom, não é?

2) Beber.

Primeiro, chegar. Depois beber. E beber antes de chegar não tem muita graça. Eu não gosto muito dos famosos "aquecimentos pré-festa". Ora, não estou indo a uma festa? Por que eu devo fazer festa antes da festa?

3) Jogar futebol.

Entendeu? Aí está o diferencial. Uma partida ébria de futebol é composta de emoções constantes. Tocaias diabólicas, eu diria. A cabeça, se ainda consegue pensar, pensa em um movimento e o corpo faz outro. Hilário. A última vez que joguei futebol bebum foi em 2002. Não me orgulho disso, mas eu "jogava" segurando uma garrafa 600ml de Bohemia. Em uma subida desenfreada para o ataque a minha cabeça começou a pesar, a pesar, a pesar e eu terminei meu movimento em uma cambalhota que eu jamais conseguiria executar sem álcool no corpo. Bêbado consciente, estatelado no chão, consegui pensar na garrafa de cerveja, e se eu havia pousado em cima dela. Pensei no pior. Como deus ajuda os bêbados e as criancinhas, meu reflexo foi, durante a cambalhota, jogar a garrafa para longe. Olhei para o lado e lá estava ela. Incólume. E com cerveja dentro, ainda por cima. Excelente.

4, 5, 6, 7, 8, 9) Beber. Fazer/comer churrasco. Procurar não vomitar. Beber. Se tudo estiver bem, jogar futebol novamente. Beber.

Auto-explicativo.

10) Terminar este texto, que está ficando longo.

Fim.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Hoje de manhã cedo tu não estavas arrumada.
O dia estava feio. Quase chovia.
Tu esperavas o ônibus.
Provavelmente estavas indo trabalhar.
E não sorrias.
Nem um pouquinho.
Mesmo assim,
com todas as variáveis contra,
tu estavas bonita.
Hoje, concentrado no trabalho - ahã! -, de cabeça baixa, escuto aquela voz feminina dizer:

- Alguém está carente disso aqui?

Meus ouvidos não acreditaram naquela frase e/ou no possível real significado dela. Pensei mil coisas, pensei em uma resposta, vai que cola, será que ela queria dizer o que realmente disse com aquilo, sei lá, né, de repente...

...levanto a cabeça e ela está mostrando uma ALMOFADINHA DE TINTA PARA CARIMBO.

- Não, ahn, não tô com essa carência, não...

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Uma manhã como todas as outras. Até o momento no qual o cheiro entrevou a sala.

A porta do banheiro é aberta e a pessoa que lá dentro estava pergunta:

- Alguém vai usar este banheiro?

- Agora, não - respondeu o resto.

- Não usem este banheiro.

- Por quê?

- Fiz algumas... coisas por lá, mas já havia... outras... coisas por lá, então ficou um monte de... coisas e... agora a privada está meio entupida.

- Pede pra moça da limpeza desentupir!

- Não, peraí, eu vou ver se eu consigo tirar alguma coisa antes...

JURO que eu pensei que a pessoa fosse ficar catando item por item pra conseguir desentupir a privada.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O Frio

Não dá pra sair do lugar comum quando se fala sobre o frio.

Este tema foi sugerido pela Ju. Ela passa frio também. Os dedos dela, assim como os meus, ameaçam cair. Digitar no frio é difícil. Assim como tomar banho.

E tem como sair do lugar comum quando se fala sobre o frio? (Sério, as juntas dos meus dedos estão doendo. Vou esquentar uma caneca de leite - "leite", propriamente dito, não é, né... só tenho aquela coisa branca em caixas que dura por dez anos - e vou enfiar meus dedos na caneca. Nada como um leite quentinho pra aquecer, né?) As reportagens sobre o frio na televisão são sempre as mesmas:

- Estamos aqui em São José dos Ausentes (é frio? É no RS? São José dos Ausentes é o point! O que mais tem nessa cidade? Nada. Lá é frio. Beleza!)/São Joaquim (é frio? É no SC? Vá fazer matérias em São Joaquim!)... Dois cachorros, um gato, uma perdiz e uma velha CONGELARAM nesta madrugada! Estamos aqui com a velha, a Dona Isabel, que congelou às cinco da manhã, quando estava indo fazer suas necessidades na casinha, que fica do lado de fora de sua casa. Vejam só, é meio-dia e a velha AINDA está congelada!

- Ah, fulana, que imagem linda do inverno é essa...

- Linda, né, beltrana? Olha só, a Dona Isabel tá mandando um tchauzinho ali de dentro desse casulo de gelo dela! Essas são as paisagens do inverno! É com vocês, do estúdio!

"O que é de interesse coletivo de todos nem sempre interessa a ninguém individualmente." (Autor desconhecido. Ou não.)