sexta-feira, 23 de abril de 2010

É foda.

Desculpaê, tô começando um texto com um palavrão, mas é que eu vi aquele filme "Julie e Julia" e aí acabei, fã tanto da Meryl Streep quanto da Amy Adams (aquela porque eu acho uma baita atriz; esta porque eu acho uma das coisas mais bonitinhas do mundo. Eu sei, já me disseram que a Amy Adams não é grande coisa, mas eu gosto, pô), entrando no blog da Julie Powell (se tu não sabes sobre o que eu tô falando, FUCKIN' GOOGLE IT, caralho) e ela diz, no blog dela, que o palavrão é NECESSÁRIO pra escrita dela. E pra mim também é. Então, desculpaê, tô começando o texto com um palavrão no título - e mais alguns, não importa a língua - no meio do texto...

Mas... o que eu quis dizer com "é foda"?

Ahn. Lembrei. Voltarei ao fio da meada (????): estar semi-ébrio na quinta-feira é foda. Peraê. É 1h40 da manhã. Já é sexta. Então não deve ser lá muito foda assim. Na sexta isso é permitido. Não é?

Um amigo me ensinou que não precisamos esperar a sexta-feira para sermos felizes. Se eu quiser beber com os amigos na terça-feira (o dia mais enfadonho da semana, na minha opinião), eu posso!

Não... isso não é o "é foda"... Deixa eu ver se eu encontro algo que justifique tal título.

Hmm. Hoje estávamos divagando sobre o seguinte: eu não tenho a capacidade de interpretar que a pergunta de alguém pode ser traduzida como uma interjeição, ou algo para mostrar espanto. Algo do tipo:

- Hã? Já chegaste???

Eu geralmente respondo:

- Não, isto é meu HOLOGRAMA...

As pessoas nunca gostam desses meus chistes. Em verdade vos digo: tolerância zero não é algo bem quisto (benquisto????) pela sociedade hodierna (não sabes o que é "hodierna"? FUCKIN' GOOGLE IT.). O mais polido (e mais aceito pela sociedade) seria responder:

- Sim, sim, já cheguei (apesar de tu estares me enxergando aqui, porra, eu já cheguei).

Então eu lembrei de outro sinal de espanto corriqueiro por aí. Alguém chega e fala:

- Lembra do Seu Fulaninho? Morreu.
- Mas eu vi o Fulaninho ontem!!!! - sempre tem alguém pra dizer isso!
- Sim, sim, mas HOJE ele morreu...

Hm. Chega. Tô meio pernóstico hoje. Vou parar por aqui.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

É, amigo...

Em tempos de vésperas de Copa do Mundo - eu adoro Copa do Mundo! Putzgrila. Adoro!! - eu tenho que escrever títulos no melhor estilo Galvão Bueno... ééééé, amigo... é pra cardíaco!!

Tá, este texto não é pra cardíaco. Ó, não entendo o que o Galvão quer dizer quando ele fala que algo é pra cardíaco. Não seria o contrário? Porque se a emoção for demais, então a coisa NÃO É pra cardíaco, pô.

É, amigo... anteontem subi no elevador com um conhecido, que me perguntou como estava andando a vida de solteiro... Falei que, por enquanto, não tenho do que reclamar! Quando chego à noite em casa, a minha bagunça está do mesmo jeito que a deixei pela manhã. Isso é sensacional. Fora, claro, a mulherada que eu (NÃO) tô pegando, né... Aham... Sei... sim...

O conhecido, que estava pensativo, esboça uma cara de safado, me olha e diz:

- Pois é, rapaz... Dizem que a gente não escapa de duas coisas: uma é os chifres; outra é o fusca! Tu escapaste do fusca, pelo menos!!

Bem, hã... QUASE. Foi por pouco. Dos chifres eu não escapei. O fusca foi por pouco. Não sei o que seria pior. Sério. Andar de fusca por aí deve ser foda. Deve. Sério.

Quando eu estava pra tirar a minha carteira de motorista meu pai estava DOIDO pra me dar um fusca. Dizia "eu tive dois fuscas na minha vida! Todo guri tem que ter um fusca como primeiro carro!!"... "Barbaridade", eu pensava, "o cara quer me dar um fusca..." Cavalo dado não se olha os dentes, não é mesmo? Quem era eu pra reclamar? O cara me sustentava! "Que venha o fusca, então!!"

Mas, por sorte, meu pai, em um dia no qual ele não estava procurando carro pra mim, passou por uma revenda de automóveis e na frente dela avistou meu Chevettão. Ah, que saudades do meu Chevette. Comprado em 1998, ele tinha 10 anos de fabricação, e apenas 30 mil km rodados. O motor inteiraço, quase todo original de fábrica. Que carrão.

Devo ter ficado com aquele Chevette por uns cinco anos, no mínimo, até eu ter o meu emprego, ganhar uma graninha melhor e comprar meu primeiro Fiesta. Ah, e meu Chevette era italiano, vejam só! Cheio de massa na lataria!

Que fusca, o quê... Puta merda. Que sorte. Viva o Chevette!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Biafra? Joanete? Oxicoco??

Não sei o que acontece com essas coisas que vou chamar de... CADEIRAS DE ESCRITÓRIO. Posso chamá-las assim? Bem, não sei outro nome pra elas, mas aparentemente elas funcionam com pressão atmosférica - é?? - para subirem e descerem e, assim, poderem se ajustar à altura do sentante. Ou sentador? Sei lá. Enfim, quero reclamar é disto: elas ficam sempre baixando gradativamente! Tu não sentes direito essa abaixada, mas quando tu vês, tu estás com os joelhos perto do teu queixo. É uma merda.

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O Tocantins. Tem artigo antes desse nome? Ou é só "Tocantins", assim, no seco mesmo, sem um artigo pra introduzi-lo? Tá. Eu quero chegar aqui, ó: durante uma audiência - verídica. Uma audiência VE-RÍ-DI-CA, que aconteceu de verdade verdadeira mesmo - alguém menciona o Tocantins. Outro alguém, cuja identidade permanecerá INCÓLUME para que esse alguém possa permanecer INCÓLUME, faz a seguinte e brilhante pergunta:

- Mas o que é o Tocantins mesmo?

Caralho, José. Essa pessoa poderia ter perguntado "onde fica", "fica em que região do País", etc., mas "O QUE É O TOCANTINS" leva este insano que aqui digita a um VASTO LEQUE DE POSSIBILIDADES. O Tocantins, na cabeça desse indivíduo, pode ser QUALQUER COISA, como uma cadeira, um doce, um tipo de maçã, um jogo de tabuleiro, e, até, pasmem, vírgula, um Estado brasileiro...

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Vou esgotar todos os assuntos que estão habitando minha mente neste momento, e, mui provavelmente, hei de ficar sem material imbecil por um tempo pra postar aqui (esperemos, e torçamos, para que isso NÃO aconteça. Claro.): hoje fui pedir uma carteira de motorista internacional, pra poder dirigir nos Estados Unidos. Sim, eu sou chique. No mês que vem vou dirigir em Orlando, quando eu estiver indo me divertir com o Mickey e o Pateta na Disneylândia. Ou Disneyworld? É, essas coisas aí. Eu sempre digo: nunca é tarde!! Trinta e dois anos de idade e, FINALMENTE, meus pais vão me levar à Disney! Também vou ver o Pluto e o Donald. Esse, sim. O Donald é o melhor de todos. O Donald é foda.

Mas onde eu estava? Ah, sim, falando sobre a permissão pra dirigir internacionalmente. Achei muito engraçada a ficha que preenchi para fazer a requisição: nela eu inormei o meu grau de escolaridade. SUPERIOR COMPLETO. Sim, eu sou o máximo. Superiormente completo, ou completamente superior.

(Porra, deixa eu baixar essa CADEIRA DE ESCRITÓRIO. Ficou alta demais e agora eu estou dobrando o pescoço pra baixo pra poder enxergar a tela do notebook...)

Depois de comunicar às autoridades a minha superior completice, me deparei, antes do campo destinado à minha assinatura, com o seguinte "chiste": DECLARAÇÃO DE ALFABETIZAÇÃO. A moça disse: "aqui tu tens que escrever 'declaro que sei ler e escrever'..."

Minha Santa Megan Fox, que MERDA de faculdade eu devo ter feito para ter de dizer, depois de ter colocado um "X" em "superior completo", que sei ler e escrever?

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Por falar em chique, em janeiro eu fui a um casamento chique em São Paulo. A noiva e o noivo são chiques, e pensaram que os convidados - eu incluído - também fossem. No início da festa eu e dois amigos vimos os garçons trazendo vodca, uísque, tequila, cachaça, vinho, pepsi, coca, fanta, fanta uva, grapette...

...E NUNCA VINHA CERVEJA.

Cheguei para um garçom, indignadíssimo, e perguntei:

- Amigo, cadê a cerveja pra RALÉ aqui, hein?

O garçom, mui sério, olha para os lados e responde, baixinho:

- Não vou poder estar divulgando essa informação, senhor...

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Merda de pescoço. Merda de cadeira de escritório.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Cabelo Burocrático

Eu acho que já reclamei do meu cabelo burocrático anteriormente. Ele tá muito burocrático. Demais. Ele simplesmente fica em cima da minha cabeça.

Certo, isso não é ruim, considerando que (quase) sou um senhor de 32 anos de idade. Estar na cabeça é uma vitória, aos 32 anos, para um cabelo. Mas eu tô reclamando do fato de que ele não vai pra onde eu quero que ele vá. Eu penteio ele pro lado, e ele não obedece. Eu penteio ele pra trás e ele não obedece. Pro outro lado, quem sabe? Necas de pitibiriba (santo Batman, eu nunca tinha ESCRITO isso antes, apesar de sempre usar essa expressão!!)... ele fica ali, parado, em cima da minha cabeça.

E ele também não mais responde aos impulsos trazidos pelo révimétal, pelo rárdiróqui, pelo tréshimétal, etc. Eu bato a cabeça pra lá e pra cá e o marrdito do cabelo nem se mexe. Tá burocrático demais.

Uso um gel? Será? Será que assim eu consigo fazer esse cabelo me obedecer? Mas o gel não vai me deixar lá muito lambido? Putz. Que saco.

Não vou chegar a uma conclusão neste texto. Acho que tava com razão a pessoa que disse que os reclamões não se importam com a solução do problema... Importam-se, na verdade, é com RECLAMAR. Rá.

Sem Sono

(De vez em quando eu lembro que este blog existe.)

Ah, contei que tô solteiro? Acho que contei pra todo mundo, menos pro blog. Oi, blog. Tô solteiro.

E daí?

Né?

Grandes merdas.

Problema dela.

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Eu já disse pra vocês que eu trabalhei como projetista? Projetista do quê? Ora... de projetos! Eu projetava projetos.

Como assim, que tipo de projetos? Projetos! De todos os tipos, para todos os tipos de pessoas individuais humanas organizadas em qualquer espécie de sociedade humana composta por pessoas individuais hã... humanas.

E isso foi antes de eu salvar as baleias cachalotes bebês das garras sanguinolentas de predadores vorazes na costa de Seychelles! Eu já contei isso, não contei? Acho que contei. Entrei nessa jornada porque, à época, eu namorava uma ativista do Greenpeace, chamada Rahhnnÿa Iätaela, da Islândia (ela fazia questão, e eu também, de que os DOIS "h" do nome dela fossem devidamente pronunciados! Sim, eu falo Islandês. Falo, falo, falo, falo, sim. Falo, mas neste momento eu estou um pouco prejudicado para demonstrar minhas habilidades em Islandês, então deixo tal demonstração para uma data futura, quando estivermos porventura estudando tal língua. Aliás, devo ressaltar, eu já ministrei aulas de Islandês! Vamos deixar essa história para outro dia, pois não quero me gabar).

Rahhnnÿa ficou sabendo da minha postura pró-ativa em relação à atuação do Greenpeace no mundo quando eu estava repassando meus conhecimentos em paraglider aos turistas desavisados na praia de Pipa, perto de Natal, no Rio Grande do Norte. Estava eu pairando no ar, observando e cuidando da praia lá do céu, quando o paraglider de Rahhnnÿa apresentou um defeito e começou a cair em parafuso.

"Ora, essa, uma queda de paraglider em parafuso! É exatamente igual à queda de paraglider que eu testemunhei na Antártida, em 1989!", pensei com meus botões. Sim, tive tempo de pensar antes de agir, porque eu costumo me manter extremamente calmo em situações como essa. Não gosto de ficar me exibindo para os outros, mas eu tenho que dizer que pessoas treinadas em praticamente tudo, como eu, conseguem se manter muito calmas, praticamente com uma fleuma britânica - eu sou parte inglês, eu já disse isso? Meu tatatatatatataravô foi corsário, aqueles piratas ingleses, sabe? - em momentos de pressão.

Pois bem. Baseado na experiência que eu tinha adquirido na Antártida, consegui, com muita destreza, salvar minha futura-ex-namorada Rahhnnÿa e seu paraglider em parafuso - praticamente um fusilli! Fusilli, para quem não sabe, é aquela massa italiana que parece um parafusinho. Não sei se estão acompanhando meu raciocínio... é que eu consigo passar do Português para o Islandês para o Italiano em frações de segundo, então às vezes eu não faço as devidas pausas para indicar a certas incautas pessoas que vou mudar de idioma...

Mas...

Sobre o que é que estávamos falando mesmo?

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Chato

Ontem veio a mim uma revelação: eu tô virando um tio chato. Bem chato, pentelho, daqueles que incomoda mesmo, do tipo dos tios que eu costumava evitar chegar perto quando eu tinha meus 12 ou 13 anos de idade.

Um amigo do meu pai, em específico, era muito chato. Eu tinha receio de me aproximar daquele cara pra não ser zoado, avacalhado, etc., porque ele SEMPRE tirava sarro da cara da criançada. Batata: era chegar perto do cara e tu levava uma pentelhação.

Eu tô ficando assim. Ontem entrei em uma papelaria pra tirar umas cópias e lá estava o enteado de um primo meu. O guri, com seus 12 ou 13 anos de idade, nem bem abriu a boca pra me cumprimentar, e eu já fui detonando a camisa do time de futebol que ele tava usando. A papelaria cheia de gente e eu entrei berrando "PORRA, GURI, QUE QUE TU TÁ FAZENDO COM ESSA MERDA DE CAMISA???"... Ele só deu uma risadinha, não falou nada e eu emendei um "TU NÃO VAI NEM TE DEFENDER?!?!"...

A risadinha amarela dele - que combinava com a camisa, aliás - continuou e ele não falou nada. Fez o que tinha ido fazer na papelaria e foi embora sem dizer uma palavra pro tio chato.

Adolescentes, ou pré-adolescentes, não gostam muito desse tipo de baderna - com adultos por perto, claro. ÓBVIO. Sem adultos por perto a coisa é diferente. Haja vista que eu sempre voltava das excursões do colégio SEM TRAQUEIA por causa de tanto berrar...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Rumo a Abudábi!!

Coisa muito sem graça para um fã de futebol é gritar, no ano em que seu time vai disputar a Libertadores da América, "rumo a Abudábi!!". Qual é o problema com o Japão? Por que resolveram trocar o Mundial de Clubes da FIFA pra... pra... Onde fica essa tal de Abudábi mesmo? Catar? Índia? Macedônia? Arábia?

Peraí. Vamo pro Gúgol.
"Você quis dizer: abu dhabi"
É, pode ser que eu tenha querido (?) dizer isso aí mesmo... É verdade. Tá, e onde fica essa Abu Dhabi, Gúgol?
"Emirados Árabes Unidos".
Ahnnnnnn...
Tá, caguei pra eles. Pensei que fosse no Catar.
Vem cá, a Macedônia ainda existe?
Merda, deixa eu ir lá de novo.
Putz, caí na Wikipedia. Tá difícil. Ela tá me mandando escolher entre duzentas e cinquenta macedônias diferentes.
Hm. Acho que não é essa.
Nem essa.
Não é aquela do Gengiscân?
"Você quis dizer: gengiskan"
Ah, vai pra puta que pariu! Desisto.

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Por falar em puta que pariu, anteontem participei de um churrasco no qual algo meio inédito aconteceu. Eu era a única pessoa que estava falando palavrões naquele recinto. ERA UM CHURRASCO! Sem palavrões. Inacreditável.

Eu não tinha prestado atenção nisso até que o cunhado do dono da casa fez questão de assinalar: "mas como esse cara fala palavrão!". Depois disso, rebobinando a fita do meu cérebro e revendo o que havia acontecido desde que eu tinha entrado no local, não consegui enxergar ninguém utilizando a linguagem chula.

Ora, porra, merda, caralho... Qual é o problema, bosta, em falar um palavrãozinho de vez em quando? Merda...

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Semana que vem, mais um Big Brother Brasil! Ah, o maravilhoso entretenimento fácil... É só ligar a televisão e ficar olhando praquele nada, meio que lobotomizado pela não-cultura do conteúdo (sic) do programa!

Não, não me interprete mal! Eu adoro BBB! Sério. Deixa eu colocar um daqueles bonequinhos imitando boneco de posto de gasolina, pra expressar a minha felicidade:

\0/ ----> AEEEEHHHH!

Tá. Chega.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Tchau, e até o ano que vem.

Aninho de pobreza bloguística, né? Que coisa, não consegui nem mesmo postar aqueles tradicionais "posts pra não perder a viagem", tipo os dos lordes ingleses pedindo seus banjolins sanguinolentos a seus serviçais para poderem sair pilhando, estuprando, destruindo e vilipendiando o mundo feudos afora...

Eu ando meio mudado. Faz tempo que eu não xingo a igreja, que eu não reclamo do cachorro da vizinha - o atual É MUITO CHATO. Nos mudamos pra casa nova em abril e o cachorro da nova vizinha dorme beeeem pertinho da janela do nosso quarto. E adora latir durante a madrugada. É tipo alarme residencial que não funciona: ele late pra lua, pras estrelas, pros mosquitos, pros esquilos dramáticos, pras baleias brancas da costa do Seychelles... Tá igual àquele menino que gritava "LOBO!": qualquer dia um bandido vai entrar no quintal da vizinha e nós não vamos prestar atenção quando, finalmente, aquele cachorro DESGRAÇADO estará latindo por um motivo que justificará sua existência nesta Terra.

Os foguetes de ano novo já estão sendo estourados, um dia antes do momento devido. Já posso escutar o maravilhoso som de dedos e outras partes de membros sendo arrancados por explosões de fogos de artifício. "Viva 2010!" BUUUM!! "Alguém tem um dedo novo pra mim???"

Fazia tempo que eu não reclamava. Eu tava com saudades da minha ranzinzice, mesmo que essa palavra não exista. Eu não gosto muito de mim quando estou longe dela.

Bem, pra não me alongar muito, desejo o meu tradicional FELIZ TUDO pra todo mundo que é pessoa individual humana, que é ser humano de verdade mesmo, sem medo de pleonasmos, e TCHAU, E ATÉ O ANO QUE VEM.

(O cachorro continua latindo.)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Burrice Mata

Anteontem eu estava contando o meu período de férias. Eu olhava a marcação do sistema, na tela do computador, e não acreditava. Pegava o calendário que fica em cima da minha mesa, contava os dias e não batia.

"ME DERAM FÉRIAS A MAIS! Eu pedi 19 dias e me deram 24!!"

Incrível. Era o segundo período de férias do ano. E dessa vez me deram férias a mais.

Contava no calendário, dia por dia, contava, contava, dia por dia...

...e sempre dava a mais.

O dilema moral apareceu. Aviso ou não aviso a chefia? Meu diabinho e meu anjo começaram a discutir entre si. O primeiro queria mais ócio. O segundo queria o ócio de sempre. "Já tá bom, porra! A gente já coça o saco pra caramba nas férias, caralho! Pra que mais??", dizia o anjo.

(Sim, meu anjo fala muito palavrão. Imagina o meu diabo.)

Até que um colega viu o que eu estava fazendo.

Eu chegava ao fim de novembro, dia 30, CONTAVA OS QUADRINHOS EM BRANCO DO CALENDÁRIO TAMBÉM, virava a folhinha e contava o dia 01 de dezembro...

O diabo e o anjo me mandaram pastar. "Vai pastar, ô burro!!"

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E ontem eu, LOGO DEPOIS de dizer para o pessoal que eu não sei ver horas em relógio analógico, olhei pro relógio do trabalho e pensei comigo mesmo: "bah, duas e OITO".

O ponteiro menor estava no 2, o grande no 8.

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Ainda ontem, e ainda pior: a patroa disse:

- Separa as tuas jaquetas de couro que estão mofadas para a faxineira limpar amanhã.
- Ok - respondi.

Meia hora depois ela disse:

- Separa as tuas jaquetas de couro que estão mofadas para a faxineira limpar amanhã.
- Ok.

E então depois ela disse:

- Separa as tuas jaquetas de couro que estão mofadas para a faxineira limpar amanhã.
- Ok.

HOJE pela manhã, antes da faxineira chegar, ela disse:

- Separa as tuas jaquetas de couro que estão mofadas para a faxineira limpar amanhã.
- Ok.

Meia hora depois, quando estávamos saindo rumo ao trabalho, ela perguntou:

- Tu separaste as jaquetas pra ela limpar??
- Que jaquetas??? - perguntei.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Twitter é uma merda!

Pelo menos pra mim, que, sei lá, sou burro e não vi uso prático para ele...

Hoje me deu vontade de escrever.

O problema é saber o quê.

Coçando o meu queixo, coloco-me a pensar sobre um assunto...

...e noto que só tenho UM queixo.

...e que o queixo sobressalente está desaparecendo. Nem dá pra chamá-lo de queixo. De repente, ele pode até ser chamado de "anexo ao queixo", talvez, porque nem parece mais um outro queixo. Ele tá sumindo.

E, incrível, daqui a pouco não vou ter mais motivos pra usar sutiã. As tetas masculinas estão indo embora. Acho meio difícil que elas desapareçam por completo, talvez só apareçam na praia, quando eu estiver a queimá-las ao sol, mas o sutiã não será mais necessário.

Não, eu nunca usei sutiã. Já basta viver em Pelotas. Pelo menos eu não sou um conhecido meu, que é campineiro e mora aqui!

P.S.: antes eu escrevi CAMPINENSE, e fui devidamente corrigido.

"O que é de interesse coletivo de todos nem sempre interessa a ninguém individualmente." (Autor desconhecido. Ou não.)